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Autismo (TEA) | Entenda O Que É e Como Identificar

Postado em 02/04/2019 por UCAM POSONLINE

Autismo (TEA) | Entenda O Que É e Como Identificar

Educação Inclusiva

O Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou simplesmente autismo, é caracterizado pela condição geral de diferentes síndromes marcadas por perturbações no desenvolvimento do cérebro.

Além disso, as perturbações neurológicas causadas pelo autismo manifestam-se em conjunto ou isoladamente e, de maneira geral, estão associadas à dificuldade de comunicação, socialização e a um padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

As pessoas já nascem com essa condição. Entretanto, o diagnóstico pode vir nos primeiros anos de vida ou após algum tempo. Assim, essa variação é justificada pelos diferentes níveis de autismo, podendo este ser leve, moderado ou severo.

Por esse motivo, algumas crianças, com alto nível de autismo, irão demonstrar os sinais do transtorno de imediato, enquanto aquelas que possuem um nível leve demonstrarão ao longo de seu desenvolvimento e, consequentemente, terão um diagnóstico mais tardio.

Mas vale lembrar que, para os dois casos, quanto antes o tratamento for iniciado, melhores serão os resultados em termos de desenvolvimento cognitivo, linguagem e habilidades sociais.

 

Sinais de Autismo

# 01. Motores
  • Movimentos estereotipados;
  • Correr de um lado para o outro;
  • Ações atípicas repetitivas (agrupar brinquedos de forma rígida, demonstrar obsessão por determinados objetos ou prestar atenção exagerada em detalhes);
  • Maior movimentação dos membros de um lado do corpo.
# 02. Sensoriais
  • Hábito de cheirar e/ou lamber objetos;
  • Reação exacerbada a determinados sons;
  • Insistência visual em objetos que têm luz;
  • Permanecer muito tempo passando a mão em determina textura.
# 03. Rotinas
  • Tendência a rotinas rígidas;
  • Dificuldade de se adaptar à modificações alimentares;
  • Resistência quanto à modificação de objetos que fazem parte do cotidiano (algumas crianças, por exemplo, só bebem água se utilizarem sempre o mesmo copo).
# 04. Fala
  • Repetição de palavras que foram ouvidas recentemente (como slogans e vinhetas) sem sentido contextual;
  • Alternância peculiar no volume e entonação da voz.
# 05. Emocional
  • Expressividade emocional limitada e menos frequente;
  • Passividade em relação ao contato corporal;
  • Extrema sensibilidade em momento de desconforto;
  • Dificuldade de expressar os próprios desejos e vontades e de responder às tentativas dos outros de compreendê-las.

 

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é essencialmente clínico. Além disso, ele é feito a partir das observações do desenvolvimento da criança.

Por isso, quanto antes os sinais de autismo forem identificados, mais positiva será a resposta ao tratamento.

O autismo não tem cura. O tratamento é feito por meio do acompanhamento médico e de terapias e estímulos com ações voltadas a auxiliar o desenvolvimento da criança (seja ele na escola ou no âmbito social).

Ao longo dos anos, houve um aumento no número de diagnósticos em crianças com autismo. Contudo, é importante lembrar que esse crescimento não está, necessariamente e diretamente, ligado ao número de nascimentos de crianças com esse transtorno.

As possíveis razões para a diferença nos números de casos estão relacionadas à maior conscientização médica e social, ao amplo acesso à informação, ao incentivo para que se determine um diagnóstico, ao desenvolvimento tecnológico e à compreensão da importância de se iniciar o tratamento o quanto antes.

Entretanto, vale lembrar que, para que os resultados no tratamento sejam positivos, é necessário que exista o suporte médico, social e familiar.

Afinal, a sobrecarga emocional dos pais é um dos principais fatores que pode prejudicar o tratamento do autista. Por isso, é importante que a família se informe e procure apoio com pessoas que enfrentam a mesma situação.

Além disso, é importante estar atento ao desenvolvimento da criança na escola e em outros ambientes.

Número de pessoas identificadas com autismo nos Estados Unidos

Fonte: Autism and Developmental Disabilities Monitoring (ADDM).

 

Primeiro Uso da Palavra e Evolução dos Estudos

A palavra “autismo” foi utilizada pela primeira vez pelo psiquiatra suíço Eugen Bleuler, em 1911.

O termo se referia a um estado em que o indivíduo perdia o contato com a realidade, o que acarretava uma grande dificuldade ou a impossibilidade de comunicação.

Entretanto, somente 32 anos mais tarde, em 1943, a definição de autismo foi utilizada como quadro clínico pelo psiquiatra austríaco Leo Kanner.

Assim, ele realizou uma pesquisa minuciosa envolvendo 11 crianças, com idades que variavam entre 2 e 8 anos, e que possuíam um comportamento bastante original. Com isso, foi possível observar que as crianças possuíam uma inabilidade inata pra estabelecer contato afetivo e interpessoal.

Além disso, as crianças também respondiam de forma incomum ao ambiente, o que incluía maneirismos motores, resistência à mudança, inversão de pronomes e eco na linguagem (ecolalia).

Assim, os estudos de Kanner foram significantes para estabelecer a diferenciação do quadro de autismo e outras condições como, por exemplo, a esquizofrenia e a psicose infantil.

Kanner também foi responsável por reformular o princípio, muito presente nos anos 50 e 60, de que o autismo era causado por pais com comportamento emocional negligente em relação aos filhos.

Inicialmente, ele acreditava que o autismo tinha uma causa biológica e, posteriormente, que as causas eram psicológicas. Por fim, em 1956, Kanner definiu que as causas do autismo eram de cunho biológico e genético.

Além disso, ele também reformulou a classificação desta patologia em dois tipos: autismo primário (presente desde o nascimento) e o autismo secundário (manifestado ao longo do desenvolvimento).

Assim, o conceito de autismo infantil modificou-se desde sua descrição inicial passando a ser agrupado em um contínuo de condições denominadas de Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD).

Hoje, o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) é utilizado para se referir a uma parte destes transtornos globais.

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